Dando uma repassada nos posts do ano passado, percebi o quanto eu estava enganado há exatos 12 meses. Supus que teria um ano mais tranquilo do que os anteriores, o que not at all aconteceu. Aliás, tive um ano ruim como há muito não acontecia.
Logo de cara, minhas férias foram problemáticas. Ainda no mesmo mês de janeiro, um maldito alarme também fudeu a minha vida. By the way, este foi o ano da merda automotiva. Além do pobre Corolla, vítima da escrotidão pública, e do Astra, vítima da escrotidão privada, agora o Sandero também tá de rosca, vítima da anencefalia e do descaso particular e público. Aliás, o post sobre esta última história foi escrito como uma reclamação a ser endereçada à própria Renault (e foi) e não propriamente como um post desta bagaça (por isso que tá bem escrito). Quando o causo tiver um deslinde, recontá-lo-ei aqui da maneira própria.
Ah, ainda esqueci de dizer que passei boa parte do ano na iminência de trocar de carro, principalmente em razão de o Astra ter saído de linha, o que não aconteceu, já que a bufunfa não pintou no trampo. Resultado: desde que o adquiri, há pouco mais de dois anos, depreciação de R$3600, obviamente a maior parte dela no último ano.
Vida de profissional solitário em início de carreira não é fácil. Nada deu muito certo lá no escritório. Inicialmente, foi aquela angústia pela falta de clientes (e sobra de gastos). Isso sem falar no tanto que trabalhamos de graça, sem querer. Depois, quando começaram a aparecer algumas pessoas, cheguei em outra situação de certa forma oposta, mas igualmente desinteressante: fiquei sem tempo pra estudar e o material de estudo se amontoou (e continua amontoado). Isso sem falar de vários outros pequenos problemas, como esse. Solução: fechar a bagaça.
Mas não pensem que minha vida ficou fácil depois disso. Ainda continuo advogando e, por Murphy, tive que resolver várias tretas advocatícias enquanto resolvia as pendengas pra poder deixar a sala em que trabalhava. E continuo tocando processos, mas agora de casa.
Decidi que o melhor a fazer era focar nos estudos e prestar todos os concursos do mundo pra poder arrumar um emprego decente, que me permita ter uma rotina mais estabelecida, me pague algum salário - porque não dá mais pra viver moneyless - e me possibilite continuar estudando. Em razão disso, já tenho concurso agendado até março. E outros em vista para me inscrever.
E com relação aos famigerados estudos, apesar de todos os altos e baixos deste aninho de merda que foi 2011, até que estudei bastante. Menos do que poderia, é claro, mas não foi pouco. Como leio literalmente uns 15 livros aos mesmo tempo, fica até difícil de mensurar. Sei que acabei um de umas 300, outro de mais de 600... Ambos repostos por suas continuações, porque as respectivas disciplinas tem a totalidade do conteúdo disposta em vários volumes.
Diante de tudo isso, minha prioridade absoluta pra 2012 é simples: ganhar dinheiro (mas sem deixar de estudar, é óbvio). Não é fazer muito dinheiro, mas simplesmente ganhar algum dinheiro. Ter salário no fim do mês, no momento, já é o bastante. Se for os 18 paus que paga o Senado, excelente. Mas já estou aceitando os 1600 da prefeitura de Morato.
Falando em concursos, nos dois últimos dias saíram os resultados dos dois que prestei até agora.
Tecnicamente, passei em ambos, porém, como o número de aprovados é bem maior que o número de vagas e minha classificação não foi das mais incríveis, em um deles tenho uma pequena chance de ser chamado (num futuro nem tão próximo) e no outro, quase nenhuma (desconfio que fui sabotado neste último, que não era mesmo uma seleção das mais sérias e hígidas de que já participei).
Julgo os resultados em ambos positivos, até porque foram os primeiros que prestei para cargos privativos de bacharel em Direito. É uma mostra de que as literalmente milhares de páginas que li só nos últimos 8 meses, somadas a 5 anos levados a sério (dentro do possível) na São Francisco estão dando algum resultado.
Bom, que venha 2012. E que seja melhor que 2011, mesmo que para isso não precise de muito.




